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Gávea vende participação na Paschoalotto aos fundadores

  • Foto do escritor: Akurat
    Akurat
  • 10 de out. de 2024
  • 2 min de leitura
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Após quase uma década de investimento na Paschoalotto Serviços Financeiros, a Gávea Investimentos vendeu sua participação de 37,57% na empresa de volta aos fundadores, resultando em um impacto negativo em sua carteira.


Essa participação, detida pelo fundo GIF V, foi adquirida em 2015 por R$ 100 milhões, em troca de uma fatia minoritária, quando a Paschoalotto registrava um faturamento anual de R$ 200 milhões. Em 2020, a Gávea buscou uma saída via IPO, com a empresa chegando a solicitar abertura de capital, mas o processo não foi adiante.


Em dezembro daquele ano, a participação da Gávea foi avaliada em R$ 253 milhões, valor que caiu para R$ 149,1 milhões até dezembro de 2023. A venda realizada em setembro deste ano gerou um impacto negativo de 17,23% nas cotas do fundo, reduzindo o valor patrimonial do portfólio em R$ 115,8 milhões, após uma reavaliação contábil negativa do ativo.


Durante esse período, a Paschoalotto enfrentou um grande desafio em 2022, quando um ataque hacker paralisou seus sistemas por semanas. Apesar do revés financeiro para a Gávea, o CEO da empresa, Eric Garmes, afirma que a Paschoalotto voltou a crescer e manteve sua participação de mercado.


"Continuamos liderando o segmento de recuperação de créditos no Brasil, oferecendo serviços de atendimento humano e digital", diz Garmes. Ele também destacou que a parceria com a Gávea foi importante para profissionalizar a empresa, melhorar sua governança e garantir capital em caixa. Para este ano, a projeção de faturamento é de R$ 1 bilhão, com lucratividade.


Fundada em 1998, em Bauru, pela família Paschoalotto, a empresa conta com 15 mil funcionários e unidades em Agudos, Marília e Ribeirão Preto. A recuperação de crédito representa 80% de suas atividades, gerando cerca de R$ 3 bilhões em valor médio mensal recuperado para os clientes. A Paschoalotto tem expandido sua atuação para novos setores, como saúde, educação, varejo, serviços e indústria, embora o setor financeiro continue sendo o principal cliente.


Recentemente, a empresa lançou a plataforma de autonegociação e pagamentos "Pagou Fácil" e vem ampliando sua oferta de serviços para além da cobrança, incluindo atendimento, ouvidoria e BPO (terceirização de processos). A entrada de um novo sócio, após a saída do private equity, não está descartada, mas não é uma prioridade no momento. "Estamos de olho no mercado para uma possível abertura de capital, mas também avaliamos outras opções, como a monetização de dados de pagamento dos clientes", afirma Garmes.


Com a saída da Gávea, o conselho administrativo permanece composto por três membros da família fundadora, o CEO, e um membro independente, Fernando Cirne, CEO da Locaweb, que foi indicado durante o período da parceria com a Gávea.

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