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UBS compra Credit Suisse em acordo de resgate de US$ 3,2 bi


O UBS fechou a compra do rival Credit Suisse por US$ 3,2 bilhões, quantia três vezes maior do que a oferta inicial. A operação foi confirmada neste domingo (19) pelo Banco Nacional da Suíça (SNB, na sigla em inglês), que participou ativamente das negociações. Segundo os termos do acordo, os acionistas do Credit Suisse receberão 1 ação do UBS para cada 22,48 ações do Credit Suisse detidas, o que equivale a 0,76 francos suíços por papel, totalizando 3 bilhões de francos suíços (US$ 3,2 bilhões). Além disso, o SNB concordou em oferecer uma linha de liquidez de 100 bilhões de francos suíços ao UBS como parte do acordo. “Com a aquisição do Credit Suisse pelo UBS, foi encontrada uma solução para garantir a estabilidade financeira e proteger a economia suíça nesta situação excepcional”, disse a autoridade monetária em comunicado. Já o UBS informou que com a compra do Credit Suisse terá mais de US$ 5 trilhões em ativos investidos. “Esta aquisição é atraente para os acionistas do UBS, mas, sejamos claros, no que diz respeito ao Credit Suisse, este é um resgate de emergência”, afirmou o presidente do banco, Colm Kelleher. Qual o tamanho do problema do Credit Suisse? Os problemas do Credit Suisse não surgiram do nada. O banco suíço, junto ao Deutsche Bank e alguns bancos italianos, carrega riscos desde o fim da última crise financeira global, que atingiu a Europa com mais força entre os anos de 2011 e 2012. A estrutura inchada do banco, calcada em ativos de baixa liquidez, colocaria o Credit Suisse em uma situação delicada em caso de qualquer corrida bancária. Uma série de boatos sobre a saúde financeira do banco, divulgados ao longo do ano passado, deu as exatas condições para que ocorresse justamente isso. “Para quebrar um banco, basta um boato”, comenta William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue. Somente em 2022, as ações do Credit Suisse negociadas em Nova York desabaram 30%; em 5 anos, essa queda é de 80%. Hoje a instituição tem um valor de mercado de US$ 10 bilhões. Para tentar conter a sangria em torno da retirada de recursos, o conselho executivo correu para o mercado em busca de uma capitalização, prometendo um plano de reestruturação e maior rigidez nas regras de conformidade. E conseguiu. Com ajuda do SNB, o Credit levantou US$ 4.2 bilhões, ajudando a acalmar preocupações do mercado. Mas qualquer tranquilidade veio abaixo com o colapso ‘gêmeo’ do SVB e do Signature no fim de semana passado, gerado, em última instância, por questões semelhantes àquelas enfrentadas pelos suíços. “Se o banco não reverter as saídas de recursos, e não restaurar a quantidade de ativos sob gestão, o efeito adverso pode levar a uma situação mais extrema”, avalia o estrategista-chefe da Avenue. Castro Alves também destaca que a liquidez do banco permanece próxima ou até abaixo de níveis estabelecidas por reguladores. Com Reuters e Jorge Fofano


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