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Pátria Investimentos está por trás de data center da Casa dos Ventos que receberá o Tik Tok

  • Foto do escritor: Akurat
    Akurat
  • 7 de jul.
  • 2 min de leitura
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O Pátria Investimentos é o desenvolvedor por trás do projeto de data center realizado pela Casa dos Ventos no Ceará.


Espera-se que a unidade de dados hospede a chinesa ByteDance, dona do TikTok, como cliente, de acordo com diversas fontes de mercado consultadas pela BNamericas.


O Pátria, que anteriormente era dono da Odata, lançou recentemente um novo veículo para o desenvolvimento de data centers de larga escala orientados para IA no Brasil e na América Latina, denominado Omnia. Sua criação supostamente decorre da parceria com a Casa dos Ventos.


Contatada pela BNamericas, a Casa dos Ventos afirmou que "mantém conversas com potenciais parceiros que possam complementar e colaborar com a viabilização do projeto". O Pátria não quis comentar.


Inicialmente orçado em R$ 50 bilhões (US$ 9,25 bi), o projeto será construído no município de Caucaia, dentro do complexo industrial do Pecém, e deverá atingir 288 MW de capacidade em seu primeiro edifício. A construção está prevista para começar no segundo semestre.


Após ter sido inicialmente rejeitado, o projeto obteve as aprovações do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para conexão à rede elétrica nacional utilizando energia renovável de fontes eólica e solar. Essas aprovações foram concedidas entre o final de 2024 e o final de maio de 2025.

A autorização final está condicionada à implementação de melhorias estruturais para evitar sobrecarga do sistema de transmissão.


Caminho

A entrada da Casa dos Ventos no segmento de data centers começou após a TotalEnergies adquirir uma participação de 34% na empresa em 2022, segundo uma das fontes. O acordo incluiu uma cláusula significativa de earn-out – um mecanismo de precificação em fusões e aquisições em que parte do preço de compra depende do desempenho futuro do negócio.


Com capacidade de geração ociosa em seu parque eólico na região e a necessidade de demonstrar o valor de seu complexo energético para a TotalEnergies, a Casa dos Ventos identificou o setor de data center como uma oportunidade estratégica de demanda.


Diversas operadoras de data centers atuantes no Brasil e na América Latina avaliaram o potencial negócio. Por fim, o Pátria surgiu como o parceiro escolhido.


"A Casa dos Ventos basicamente ‘criou’ um negócio de data centers com o Pátria para alavancar o parque de energia e também para justificar o earn-out", disse uma fonte.

Outra fonte observou que foi o capital e a experiência do Pátria que permitiram que o projeto, de várias centenas de megawatts em escala, avançasse.


"É um projeto massivo, algo realmente ousado. A Casa dos Ventos não conseguiria fazer isso ela mesma. Só está indo para frente porque tem um desenvolvedor como o Pátria por trás", acrescentou a fonte.


Uma terceira fonte acrescentou que o papel do Pátria é estruturar e desenvolver o data center em sua fase imobiliária. A fonte também afirmou que a ByteDance ainda não assinou um contrato definitivo com a Casa dos Ventos para o uso do local.

No mês passado, o governo incluiu data centers na lista de atividades elegíveis para incentivos fiscais nas zonas de processamento de exportação (ZPEs). Essa medida teria sido pelo menos parcialmente motivada pelo projeto Pecém. O complexo Pecém é um polo industrial e uma ZPE.


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