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Na Amil, mato alto e contrato leonino

José Seripieri Filho firmou um contrato para conduzir as operações da UHG no Brasil, abrangendo a operadora Amil e a rede de hospitais Americas.


O contrato, considerado leonino até mesmo por seus assessores, estabelece uma cláusula de “porteira fechada”, transferindo para o novo proprietário qualquer surpresa futura, incluindo multas por infrações passadas ou notificações retroativas, com exceção apenas para casos comprovados de fraude.


Os americanos, desinteressados no mercado brasileiro, insistem que é uma questão de “porteira lacrada”, conforme relatado por um executivo envolvido no processo, condições que foram recusadas por Nelson Tanure e Bain Capital.


Apesar dos riscos envolvidos, José Filho mantém confiança, ciente dos desafios que o aguardam. Seu grupo de apoio observou, por exemplo, que a Amil, enfrentando prejuízos há anos, realizou uma suntuosa festa em Cartagena, na Colômbia, há dois meses.


A empresa carrega cerca de R$ 5 bilhões em débitos fiscais, compensados por quase R$ 9 bilhões em créditos fiscais devido aos prejuízos acumulados.


Em meio a um cenário complexo, o grupo estava sem liderança jurídica por meses. O prejuízo nos planos individuais é atribuído em parte a questões judiciais.


José Filho acredita que ao focar em aproximadamente 10% dessas operações, poderia solucionar o déficit financeiro. Na Americas, que demitiu toda a diretoria abruptamente este ano, há um levantamento de ativos para possível venda, mas José Filho vê os hospitais como o ativo mais valioso e uma alternativa viável.


Mary Murley, presidente da UHG para mercados internacionais, expressou em um e-mail aos funcionários que “o futuro da empresa e de todos os seus stakeholders será melhor atendido por um acionista local, com amplo conhecimento do setor de saúde no Brasil”. O comprador assumirá um passivo de quase R$ 10 bilhões e pagará R$ 2 bilhões à UHG.


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