Casas Bahia tem novo dono após dívidas bilionárias
- Akurat

- 11 de ago.
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A Casas Bahia passou a ter a Mapa Capital como nova dona, com 85,5% do capital, após a conversão de títulos de dívida em ações ordinárias, que garantem direito a voto.
A operação cortou pela metade o endividamento da rede, que agora é de R$ 1,6 bilhão, e deve gerar economia anual de R$ 230 milhões em despesas financeiras.
A gestora adquiriu dívidas que estavam nas mãos de Bradesco e Banco do Brasil e conseguiu preservar as linhas de crédito com essas instituições, garantindo fôlego para impulsionar o crescimento. As informações são do O Tempo.
“Acreditamos no potencial do grupo. A evolução dos resultados operacionais reforça que a companhia está trilhando o caminho certo”, afirmou o sócio da Mapa Capital, Fernando Beda.
A Mapa Capital é especializada em assessoria financeira, reestruturação de passivos, fusões e aquisições e investimentos estratégicos, como a participação na fabricante de peças plásticas para a indústria automotiva Plascar.
Casas Bahia será reestruturada, diz presidente
Com a transação, acionistas antigos da varejista, incluindo a família do fundador Samuel Klein, perderam espaço. Michel Klein, que detém 3,8% das ações, planeja retornar ao conselho de administração em 2026 e buscava apoio de outros investidores.
A Casas Bahia está em processo de reestruturação operacional e financeira desde 2023, após sofrer com a alta abrupta dos juros no período pós-pandemia. Em 2024, passou por recuperação extrajudicial para alongar prazos de pagamento e reduzir custos financeiros.
A empresa também reduziu estoques, retomou campanhas tradicionais como o slogan “Dedicação total a você”, lançou a plataforma CasasBahia Ads, fez investimentos no aplicativo e em novos formatos de loja.
A conversão de dívidas em ações é vista como mais um avanço nesse plano. Segundo o presidente do Grupo Casas Bahia, Renato Franklin, a medida fortalece a estrutura de capital e representa um passo estratégico no processo de transformação.
“Isso deve contribuir para a redução relevante do custo financeiro, especialmente no atual cenário macroeconômico”, disse.




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