Magazine Luiza compra fintech de Carlos Wizard Martins por R$ 290 milhões

Com a Hub Fintech, a varejista da família Trajano faz sua 11ª aquisição em 2020. A fintech conta com aproximadamente 4 milhões de contas digitais e cartões pré-pago ativos, que movimentaram R$ 7 bilhões nos últimos 12 meses




O Magazine Luiza acaba de fazer a sua maior incursão no mundo dos serviços financeiros. A varejista da família Trajano anunciou, nesta segunda-feira, 21 de dezembro, a compra da Hub Fintech, companhia do empresário Carlos Wizard Martins, por R$ 290 milhões, a sua 11ª aquisição em 2020.

Com o negócio, o Magazine Luiza passa a ser dono de uma operação com 4 milhões de contas digitais e cartões pré-pagos ativos, que movimentaram R$ 7 bilhões nos últimos 12 meses. A companhia, segundo o comunicado, gerou uma receita bruta (não auditada) de R$ 159 milhões, no mesmo período.

“A aquisição da Hub adianta em vários anos a jornada de desenvolvimento da nossa plataforma de pagamentos, tanto para pessoas jurídicas quanto para pessoas físicas”, disse Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, em comunicado divulgado ao mercado.

Fundada em 2012, a Hub Fintech tem uma de suas subsidiárias, a Hub Pagamentos, regulada pelo Banco Central e já está integrada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro e ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (PIX).

A Hub Fintech conta ainda com uma plataforma de banking as a service e tem capacidade de processamento de 30 milhões de cartões por ano. Com a aquisição, os mais de 29 milhões de clientes pessoas físicas do Magalu e os 40 mil sellers do marketplace passam a contar com uma conta bancária digital gratuita e integrada ao aplicativo da varejista.

A plataforma de serviços da Hub permite que clientes do Magazine Luiza façam compras, depósitos, transferências (P2P, TED, DOC e PIX), pagamentos (boletos, contas de consumo, impostos e PIX), saques (lotéricas, caixas eletrônicos e lojas do Magalu) e tenham acesso a serviços como recarga de celular e de vale-transporte.

A transação mostra o apetite de grandes varejistas por terem sua própria plataforma financeira para ofertar uma série de serviços aos seus consumidores. A B2W, dona das marcas Submarino e Americanas.com, por exemplo, conta com a Ame Digital.

Lançada em 2019, a Ame está ganhando cada vez mais escala, tanto no ambiente do grupo como em parceiros. Atualmente, a empresa já tem uma rede de aceitação em 2,8 milhões de estabelecimentos no País. E, em novembro, movimentou R$ 2,7 bilhões em transações.

No começo de dezembro, a B2W anunciou a compra da Bit Capital, uma fintech que tem soluções de integração com o PIX – segundo apurou o NeoFeed, essa startup também foi avaliada pelo Magazine Luiza.

A Via Varejo, que tem as marcas Casas Bahia e Extra, atua nessa área com o banQi, um banco online que tem potencial de ser um unicórnio, como são chamadas as empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

No terceiro trimestre de 2020, o banQi contava com 1,1 milhão de contas digitais e contabilizava R$ 1,2 bilhão de crediários digitais sob gestão. O volume total de pagamentos estava na casa de R$ 120 milhões.

O Mercado Livre, por sua vez, conta com o Mercado Pago, que teve um volume de transação de US$ 14,5 bilhões no terceiro trimestre de 2020, um avanço de 91,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Com a compra da Hub Fintech, o Magazine Luiza fecha 2020 com 11 aquisições. Ao longo deste ano, a varejista da família Trajano comprou as startups AiQFome, Hubsales e Stoq, a plataforma de mídia da Inloco, a livraria online Estante Virtual, o site de notícias de tecnologia Canaltech, e a escola de marketing digital ComSchool, entre outros negócios.


Publicado em: neofeed.com.br

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