Totvs cresce 13,8%

Empresa não só superou o coronavírus, como teve o melhor resultado em 10 anos.



A Totvs fechou o ano passado com uma receita líquida de R$ 2,59 bilhões, uma alta de 13,8% frente aos resultados de 2019.

O quarto trimestre em particular, viu um ritmo acelerado, com 19% de alta, para R$ 698 milhões.


É o melhor crescimento anual da Totvs em mais de uma década, ficando atrás só dos 15,6% obtidos em 2009.


O resultado aparentemente surpreendeu a própria Totvs, ou pelo menos, foi o que disse o CEO da empresa, Dennis Herszkowicz, em nota divulgada a investidores.

De acordo com Herszkowicz, o desempenho ficou "muito acima do que imaginamos quando a pandemia começou", quando a empresa se "preparou para o pior".


"Em março nos preparamos para um cenário de incertezas com a possibilidade de falências de clientes, aumento de inadimplência e do churn, maior dificuldade de vender, implantar e atender. A recente entrada na dimensão de Techfin, com a aquisição da Supplier, trazia desafios novos e desconhecidos num momento difícil", resume Herszkowicz.


De fato, o ritmo de crescimento nos meses críticos da primeira onda do coronavírus foi mais lento, ficando em 6,5% no segundo trimestre do ano, no qual estão os meses de abril, maio e junho.


No final das contas, porém, a saída de clientes (chamada de churn no jargão) não superou a média histórica em nenhum momento, e mesmo a inadimplência ficou próxima da média. A Totvs não fez cortes, ou redução de salários.


A avaliação de Herszkowicz, com uma certa dose de amor próprio (eu também teria, frente aos resultados), é que os 40 mil clientes da empresa são mais resilientes do que a média das empresas brasileiras, "exatamente por investirem em softwares de gestão de primeira linha".


Explicações mais sólidas para o resultado são a grande variedade de verticais atendidas e, principalmente, a migração para o modelo de recorrência, que torna a empresa mais resiliente em tempos difíceis.


Essa migração custou resultados ruins para a Totvs em 2016, quando a empresa diminuiu o faturamento pela primeira vez, além de crescimentos baixos em 2017 e 2018, mas é hoje a base de um modelo mais estável, com a receita recorrente representando 80% do total de tecnologia e com software como serviço já representando 65% das novas vendas no último trimestre.


Publicado em: www.baguete.com.br

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