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Startups brasileiras captaram US$ 3,1 bilhões em 2023, queda de 42% em relação a 2022, aponta relatório


O ano de 2023 registrou um grande tombo nas captações para startups da América Latina e do Brasil especificamente, tanto em número de rodadas quanto em valor investido, segundo relatório da plataforma de dados de inovação Sling Hub com o Itaú BBA, obtido antecipadamente por Época NEGÓCIOS.


Ao todo, aconteceram 885 rodadas de investimentos na América Latina - uma queda de 34% em relação a 2022. A arrecadação total de 2023 no continente foi de US$ 5,75 bilhões, um tombo de 52% perante os US$ 12 bilhões do ano anterior.


O Brasil recebeu 55% das rodadas feitas (491), número que caiu 42% em relação a 2022. Nelas, as startups brasileiras totalizaram US$ 3,1 bilhões em investimentos, o que representa uma baixa de 42% frente os US$ 5,3 bilhões de 2022.


As rodadas de investimentos com corporações

Como consequência, também houve queda no número de rodadas envolvendo ao menos uma corporação. Do total (885), 74 tiveram a participação de corporações, uma queda de 49% em comparação com 2022. Delas, 43 foram no Brasil, 8 no México e 6 na Argentina.


O volume das rodadas com corporações na América Latina chegou a US$ 1,31 bilhão, uma queda de 63% frente a 2022. O Brasil captou US$ 868 milhões, 66% do total, o México, US$ 263 milhões, e a Colômbia, US$ 66 milhões.


Os fundos de recebíveis figuram no topo dos investimentos com corporações que mais captaram na região, com US$ 469,5 milhões – um aumento de 462%. Já o estágio mais comum foi o seed, com 14 rodadas (queda de 39%, comparando com 2022).


O ticket médio latino-americano – o quanto foi negociado em cada rodada – foi de US$ 3,75 milhões, uma queda de 56% em relação a 2022. No Brasil, a média foi de US$ 2 milhões, abaixo de países como o México (US$ 7 milhões) e a Argentina (US$ 3,3 milhões).


"Isso está relacionado à maturidade do ecossistema. No Brasil, o mercado de startups e inovação já está mais avançado, o que faz com que as startups consigam captar mais cedo com grandes empresas, apesar da relutância a riscos nos estágios iniciais. Em países com um ecossistema ainda em desenvolvimento, a tendência é que as corporações invistam depois do early stage", explica João Ventura, CEO da Sling Hub, sobre o menor valor do ticket médio brasileiro.


As rodadas acima de US$ 50 milhões tiveram entre seus principais investidores Monashees (4 rodadas), BTG Pactual, Citi Ventures e DST Global, com 3 rodadas cada. "Para 2024, prevemos um ligeiro aumento na captação total de recursos, comparável aos números de 2020", afirma Julia De Luca, tech na área de Investment Banking do Itaú BBA.


Os setores que mais receberam rodadas

O setor de fintechs brasileiro se destacou como o que teve maior número de rodadas com pelo menos uma corporação envolvida (11), seguido por energia (4) e saúde (4).


Embora estejam empatados em segundo lugar por número de rodadas, as áreas da saúde e de energia não estão entre as quatro áreas que tiveram maior volume de investimentos em 2023.


Além disso, 64% do investimento na América Latina que envolveu corporações foi direcionado às fintechs, com uma arrecadação de US$ 850 milhões em toda a região, e de US$ 530 milhões no Brasil. Os setores de proptechs (US$ 100 milhões no Brasil), logtechs (US$ 50 milhões) e deeptechs (US$ 60 milhões) são os outros ramos que se destacam no volume de investimentos.



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