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Selbetti compra Nexcore e Kitani por R$ 70 milhões


José Selbach Jr., CEO da Selbetti

O sobrenome Selbach pode estar longe da fama da popular marca de máquinas de escrever e equipamentos para escritórios Olivetti. A junção dos dois termos, no entanto, batiza uma das maiores integradoras de outsourcing de TI do país, a catarinense Selbetti — que ganhou espaço distribuindo o portfólio da fabricante italiana no sul do país numa era ainda analógica e hoje é uma das principais responsáveis por todas aquelas etiquetas nas encomendas do e-commerce. Em marcha de M&A, o grupo fundado em 1977 acaba de comprar a Kitani, para fortalecer seu fornecimento de impressões gráficas, e a Nexcore, para ampliar sua oferta de software, transações que somam R$ 70 milhões. As aquisições fazem parte de um projeto de expansão iniciado ainda em 2014, mirando a consolidação de negócios locais. Desde então, foram 33 adquiridas para avançar no plano de se tornar uma "one stop shop" para escritórios. A companhia incorporou concorrentes, softwares e soluções de TI para integrar o Satelitti, sua plataforma integrada que trabalha desde assinatura eletrônica e controle de processos a canais de atendimento ao cliente final. "No DNA da nossa empresa sempre esteve o crescimento. Nossa origem foi com a operação de venda e aluguel de máquinas e móveis para escritórios, mas logo que percebemos os primeiros movimentos de digitalização sentimos a necessidade de incorporar soluções de hardware e software, não somente para ter uma operação interna sustentável como para atender os clientes", diz José Selbach Jr., CEO da Selbetti há 30 anos e segunda geração da família no negócio. A impressão terceirizada continua sendo uma parte importante do negócio da Selbetti. Além de alugar impressoras comuns para escritórios, a companhia atua com impressão térmica - que permite a emissão de etiquetas com dados e código de barras para entregas de e-commerce, com uma clientela que inclui Mercado Livre, DHL e Amazon. São quase um bilhão de etiquetas por ano. Mas a companhia quer reduzir ao longo dos anos a dependência do segmento. Até 2025, a Selbetti planeja faturar R$ 1 bilhão e garantir que pelo menos 50% dessas receitas venham das outras duas verticais de atuação da companhia. Além do modelo SaaS da plataforma Satelitti, o grupo tem ampliado a oferta de hardware as a service, com aluguel também de equipamento menores, como celulares e notebooks. No ano passado, por exemplo, adquiriu a Microexato, que opera com vendas de dispositivos seminovos e reaproveita componentes de aparelhos antigos para consertos e reposições. “Hoje, para que uma empresa tenha a capilaridade e a variedade de soluções que a gente entrega, precisa contratar quatro ou cinco diferentes fornecedores”, diz Rafael Leopoldo, diretor de crescimento e tecnologia da Selbetti. A companhia atende a cerca de 4,5 mil clientes corporativos de diversos setores, como o Fleury, de saúde, a Tigre, de materiais de construção, e a Claro, de telecom. Em 2022, a companhia faturou R$ 450 milhões e espera R$ 620 milhões em receitas neste ano.




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