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Salesforce em dúvida sobre home office



A Salesforce está em dúvida sobre o efeito da política de home office da empresa sobre a produtividade dos novos contratados. Na semana passada, o CEO da Salesforce, Marc Benioff, fez uma postagem em canal interno da empresa no Slack, com diversos questionamentos. De acordo com Benioff, funcionários contratados durante a pandemia e nos anos de 2021 e 2022 estão mostrando “produtividade muito mais baixa”. “Isso é um reflexo da nossa política de trabalho? Nós estamos falhando em construir um conhecimento tribal com os novos funcionários sem trabalhar nos escritórios?”, se questiona o CEO. Benioff se pergunta ainda se os gerentes estão tomando atitudes sobre o tema e investindo tempo suficiente no processo de introdução de novas contratações nos times, o chamado “onboarding”. Os questionamentos são chamativos, porque ainda no começo de 2022 a Salesforce tinha um posicionamento bem mais sólido sobre a continuidade, com Benioff dizendo publicamente que obrigar os funcionários a voltar presencialmente “não funciona”. Já no mês passado, no entanto, foi exatamente isso que aconteceu, depois de uma queda nos resultados de vendas da empresa, pelo menos para algumas centenas de colaboradores. Na época, Benioff disse numa conferência com analistas que algumas tarefas deveriam ser executadas nos escritórios, em algumas ocasiões, mas que no geral não haveria uma volta às normas pré-pandemia. Será que ele está mudando de ideia? Parte do problema é que a Salesforce, como muitas outras gigantes de tecnologia, simplesmente cresceu muito rápido quando o assunto é número de funcionários, o que dificulta um bom onboarding em qualquer mobilidade de trabalho. A empresa mais do que dobrou entre 2019, quando tinha 35 mil funcionários, e hoje, quando já tem 73 mil. Outras empresas como a Meta já começaram a lidar com o excesso de funcionários com grandes cortes (13%, no caso da dona do Facebook) ou eliminação de projetos e demandas de aumento de produtividade, como no caso do Google. A Salesforce ainda não anunciou demissões, mas rumores nesse sentido vêm se acumulando. A gigante de CRM tem visto muita movimentação no topo da hierarquia, o que é visto por alguns analistas como um sinal de que algo não vai bem. Só nas últimas semanas, deixaram a empresa o co-CEO Bret Taylor, em um movimento que pegou todo mundo por surpresa, além do CSO Gavin Patterson e os CEOs do Slack e da Tableau, duas grandes aquisições feitas pela Salesforce.


Publicado em: baguete.com.br


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