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Sócios da EY aprovam plano de separação de consultoria e auditoria


Os líderes da Ernst & Young (EY) deram o pontapé inicial em um plano para separar seus negócios de consultoria e auditoria, em um movimento radical que gerará lucros inesperados para os sócios da empresa e poderá derrubar o modelo de negócios das empresas de contabilidade. “Isso é algo que mudará o setor”, disse Carmine Di Sibio, presidente do conselho e diretor-presidente da EY, em entrevista. Rivais discordam. Deloitte, KPMG e PricewaterhouseCoopers (PwC) disseram que planejam manter consultoria e auditoria sob o mesmo teto. Essas outras três grandes empresas esperam explorar o foco da EY em sua reestruturação para roubar clientes e funcionários, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. “Isso está para ser visto, quem está errado e quem está certo”, disse Di Sibio. A separação proposta “oferece grandes oportunidades para nossos funcionários, nossos clientes e nossos sócios”, acrescentou. A luz verde para a separação de Di Sibio e outros líderes da EY significa que o plano agora será votado com os cerca de 13 mil sócios da empresa. “Este é um grande passo… em um processo muito complicado”, disse Di Sibio. A EY projeta um aumento no crescimento e maior lucratividade para o negócio de consultoria, uma vez que está livre das regras de conflito de interesses que limitam os serviços que pode vender para clientes de auditoria. A empresa audita gigantes do Vale do Silício, incluindo Amazon e Alphabet, controladora do Google. Isso limita sua capacidade de competir na área de consultores que se unem a gigantes da tecnologia para vender serviços terceirizados para empresas. Os 13 mil sócios da empresa esperam pagamentos multimilionários com a separação. Para pagar por isso, a EY planeja levantar cerca de US$ 11 bilhões em uma oferta pública de uma participação de 15% na empresa de consultoria, que também tomará emprestado cerca de US$ 18 bilhões, segundo Di Sibio. Ele disse que grande parte desse dinheiro seria usado para pagar sócios, mas se recusou a especificar o valor. O próprio ganho de Di Sibio com o acordo, que deve chegar a dezenas de milhões de dólares, ainda não foi definido, disse ele. O conselho também precisa decidir se quer que Di Sibio adie sua aposentadoria obrigatória, prevista para o próximo verão local, para administrar um dos novos negócios. “Farei o que o conselho global quer que eu faça”, disse ele. O próximo desafio para os principais executivos da empresa é conseguir que os sócios aprovem o acordo. Di Sibio liderou os esforços para superar as preocupações sobre o acordo dos líderes das maiores firmas-membro da EY, inclusive nos Estados Unidos e no Reino Unido, além de traçar a linha divisória entre os dois novos negócios. “Enquanto algumas pessoas estavam de férias, estávamos todos trabalhando”, disse Di Sibio. “Estamos bastante confortáveis por estarmos [agora] em um bom lugar.” As votações dos sócios das firmas separadas da rede da EY ocorrerão no final deste ano e início do próximo. A EY não precisa que todas essas empresas aprovem o acordo para que ele vá adiante, de acordo com Di Sibio. “Se os 30 principais países estiverem a favor, seguiremos em frente de qualquer maneira”, disse ele. A unidade da China não será incluída na separação a menos que a EY obtenha aprovação para a separação dos reguladores locais, de acordo com Di Sibio. Após as votações e logística, o próximo passo será preparar o negócio de consultoria para uma oferta pública inicial de ações (IPO , na sigla em inglês) no final do ano que vem. A EY está pagando conselhos de vários bancos e escritórios de advocacia de primeira linha de Wall Street, incluindo J.P.Morgan e Goldman Sachs. “É um grande investimento”, disse Di Sibio, acrescentando que grande parte do as taxas serão pagas somente se o negócio for adiante. A EY está em negociações com centenas de reguladores em todo o mundo para obter aprovação para a separação, disse Di Sibio.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.


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