Ritmo recorde de fusões e aquisições é para continuar. Há novos negócios a caminho


No primeiro trimestre deste ano, a atividade global de fusões e aquisições atingiu os 1,3 biliões de dólares, o que representa um aumento de 94% face ao mesmo período de 2020, de acordo com dados da Refinitiv. O salto significativo é justificado tanto pelo bom desempenho das ações da área tecnológica como pelas operações SPAC (empresas criadas especificamente para angariar capital) e pelos baixos custos nos empréstimos.


No segundo trimestre, o ritmo acelerado deverá manter-se, segundo apontam os analistas citados pela Forbes, referindo que estas três circunstâncias continuarão a alimentar o crescimento da atividade de fusões e aquisições em todo o mundo.

John Stoltzfus, Chief Investment Strategist na Oppenheimer Asset Management, considera que o nível de operação continuará robusto, à medida que as economias – tanto nos EUA como no resto do planeta – recuperam e caminham em direção a um período de expansão, em que as taxas de juro deverão permanecer baixas.


Quanto ao setor tecnológico, John Stoltzfus acredita que deverá continuar a liderar a atividade de fusões e aquisições, a par de outras áreas como bens de consumo não essenciais, transportes ou cuidados de saúde. No primeiro trimestre, a tecnologia respondeu por mais de um quinto de todas as operações, ascendendo a 274 mil milhões de dólares. O setor financeiro ficou em segundo lugar (16%) e a indústria em terceiro (13%).


Colin Ryan, co-head of Americas M&A no Goldman Sachs, concorda que o cenário é otimista. Citado pela Reuters, sublinha que estamos perante o mercado de fusões e aquisições mais robusto e abrangente dos últimos 20 anos: «Estamos num ambiente em que os ativos são mais escassos do que o capital disponível neste momento.


Publicado em: executivedigest.sapo.pt

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