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Prejuízo líquido da Stone assusta investidores e ações da fintech desabam 27% na Nasdaq


Ações da Stone (STNE) listadas na Nasdaq desabaram mais de 25% no pregão de sexta-feira (19/08), em repercussão aos resultados corporativos abaixo da expectativa no último trimestre.

A fintech reportou prejuízo líquido de R$ 489,3 milhões, afastando-se de um lucro líquido de R$ 526 milhões obtidos no mesmo período em 2021. No resultado ajustado, contudo, os números são melhores: a empresa apresenta lucro de R$ 76,5 milhões entre abril e junho.


A empresa teve melhores números do lado da receita, divulgando o dobro do obtido no segundo trimestre do ano passado; o período de abril e junho de 2021 foi um dos mais conturbados da história da Stone, com a empresa interrompendo a concessão de seu produto de crédito e aumentando as provisões, em meio à alta na inadimplência.


Stone abaixo do esperado Para os analistas do BTG Pactual, a lucratividade da Stone ainda está aquém das expectativas. “Sim, a Stone bate o topo do guidance para o volume total de pagamentos (TPV), receitas e lucro antes de impostos (EBT), mas as receitas financeiras foram a principal razão para isso”, diz o relatório do BTG. Segundo o banco, se considerar as despesas financeiras, os números vieram ainda mais fracos do que o estimado. O JP Morgan também considerou o resultado “sem brilho”, ressaltando que as expectativas com a Stone já eram baixas. Além disso, utilizando metodologia própria para calcular a receita líquida, o JP Morgan concluiu que houve uma queda de 1% de um trimestre para o outro. Isso significa, na visão dos analistas do banco, que a Stone não conseguiu elevar os preços o suficiente para compensar o aumento dos custos de financiamento. Porém, nos números oficiais do balanço, a Stone reportou receita total de R$ 2,3 bilhões, o que representaria um aumento de 11% em relação ao trimestre anterior. Tanto o BTG quanto o JP Morgan preferem a Cielo dentre as empresas de maquininhas.


Nem tão ruim assim Para o Itaú BBA, ao contrário do que disse o JP Morgan, o balanço atendeu as expectativas, mas as projeções (guidance) da administração parecem ter desacelerado, o que o banco julgou como “conservador”. “Operacionalmente, o novo guidance parece ter desacelerado em relação ao anterior, mas o crescimento estimado do resultado final sugere que a empresa espera ganhos de eficiência”, escreveram os analistas do Itaú BBA.



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