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Plataforma de NFT musical recebe aporte de US$ 6,5 milhões


A Pianity, plataforma francesa de NFT musical que permite que artistas e seus fãs criem, colecionem e comercializem músicas em edição limitada, levantou US$ 6,5 milhões em uma rodada de financiamento semente (Seed Capital).


A Pianity é uma das primeiras plataformas francesas de comercialização de ativos musicais em NFTs. Atualmente, é a empresa que conta com o maior número de artistas brasileiros com lançamentos em NFTs e trabalha para expandir fortemente sua atuação no país. No portfólio estão artistas como Castello Branco, Lia Paris, Gerra G, ElPeche, AfterClapp, Xaxim, Diogo Strausz.


A rodada de investimentos foi liderada pela Digital Renaissance Foundation, Big Brain Holdings e Longhash Ventures, com participação da IOSG; LD Capital; Sebastien Borget, cofundador e COO da TheSandBox; ViaBTC; ArkStream Capital; Arweave; e Ronny Shibley, CTO e cofundador da Gorillas.


A Pianity permite aos artistas vender suas faixas como edições limitadas e conectar-se com seus fãs, trazendo uma nova forma de rentabilizar e criar valor a partir da música. Desde o seu lançamento, no primeiro semestre de 2021, já comercializou cerca de 11 mil NFTs e já atingiu mais de 20 mil usuários inscritos na plataforma. Ao todo, os artistas ganharam coletivamente cerca de US$ 2 milhões na plataforma da Pianity.


Os recursos levantados na rodada de investimento vão permitir a Pianity investir em parcerias com as principais empresas de música do mundo. Além disso, será usado também para ampliar sua equipe de relações com os artistas e abrir escritório no Brasil, em outros países da América Latina e nos Estados Unidos. Os recursos também vão viabilizar o desenvolvimento de um aplicativo com funcionalidades adicionais para os serviços de streaming da Pianity, como a criação de uma playlist NFT e a construção de uma biblioteca musical.


Para Kevin Primicerio, CEO e cofundador da Pianity, os NFTs representam grandes oportunidades para todos os artistas, porque estão transformando o modelo de negócios da indústria musical. “Com os NFTs, os artistas podem rentabilizar sua música de um modo que não é possível com as plataformas tradicionais de streaming. Estamos entusiasmados com esta rodada de financiamento porque ela nos permite avançar na transformação do modelo de negócios para a música online”, afirmou.


Prontos para transformar a indústria da música

Além de ampliar sua presença global, esse investimento inicial irá possibilitar à Pianity aumentar o número de artistas em seu portfólio e expandir seu catálogo musical. Ao mesmo tempo, vai permitir que a empresa faça parcerias com os principais festivais de música do mundo.


Nesta semana, a empresa está lançando novos artistas em sua plataforma, incluindo os brasileiros. Começou no domingo, dia 27, com Nouvelles vagues do músico Afterclapp. No dia 28, foi a vez da Criançada do Castelo Branco, nesta quinta-feira, dia 3, será lançado Quem é o louco do Diogo Strausz e no sábado acontece o lançamento de Pump the Town de Exequiel. Além disso, tem lançamento de artistas como Big Narstie, renomado rapper, comediante e apresentador de TV no Reino Unido, entre outros.


Com a plataforma, fãs e colecionadores podem “devolver” aos artistas a autonomia sobre sua criação, ao comprar faixas de edição limitada. Assim, contribuem para tornar as criações musicais escassas e atemporais, ao contrário de infinitamente reproduzíveis, proporcionando ao artista uma fonte de renda que é direta e transparente. “Lançar um NFT na Pianity foi surpreendente para mim. Acredito nos NFTs como uma nova forma de distribuição da música, que parece ser muito mais interessante para os músicos, já que é possível rentabilizar sua obra muito mais rápido do que com um streaming normal, além de valorizá-la como ela merece. Toda a minha experiência foi positiva e me trouxe bons resultados”, comenta o músico Castello Branco.


Benefícios para toda a cadeia de criação musical

A plataforma Pianity oferece aos usuários uma vantagem única que a diferencia da concorrência para criar um ecossistema mais justo para artistas e colecionadores. O programa de participação nos lucros da Pianity redistribui 50% de seus ganhos para todos os usuários ativos a cada semana. Por exemplo, se mil dólares em NFTs forem vendidos em uma semana, US$ 800 irão para os artistas e 50% da comissão da Pianity serão redistribuídos em tokens aos usuários da plataforma.


A quantia que os usuários recebem é baseada no tamanho da sua coleção de NFTs (quanto maior for sua coleção, maior será sua recompensa) e no volume de transações. A Pianity desenvolveu este sistema para recompensar os colecionadores por seu apoio aos músicos.


Cao Yin, o fundador da Digital Renaissance Foundation e o maior colecionador de NFTs da Ásia, acredita que NFTs de música são o caminho do futuro. “É mais provável que a música ressoe mais no público e, portanto, o mercado musical NFT deve ser maior que o de artes visuais”, afirmou. “Eu investi na Pianity em uma fase inicial porque acredito que a velocidade de interação da plataforma alcançará as empresas tradicionais da internet. Ela oferece uma proposta de valor mais convincente tanto para artistas quanto para fãs e colecionadores”, conclui Yin.


* Foto de destaque: Kevin Primicerio CEO da Pianity.


Publicado em: startupi.com.br





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