Oi quer ser um player de TI para valer


A Oi está recauchutando sua presença no segmento corporativo, com a meta de dobrar a participação de serviços de TI no faturamento da sua oferta para empresas de 15% para 32%.


A operadora anunciou nesta quarta-feira, 04, a criação da Oi Soluções, uma nova empresa com um portfólio de segurança, internet das coisas, big data, analytics, cloud computing, data center, serviços gerenciados e a tradicional operação de telecom. É o que a empresa antes chamava de Oi B2B.


O portfólio de serviços de TI já cresceu 32% nos últimos três anos. Mesmo a participação de 15% não é desprezível no universo de uma operadora de telefonia. 

A Oi disse ainda que deve dobrar o investimento na área corporativa, ainda que não tenha aberto valores. Nos últimos três anos, ele foi de R$ 1 bilhão.


A Oi Soluções tem de 1,5 mil executivos para atender exclusivamente o segmento corporativo, sendo a carteira de clientes composta por 57 mil empresas dos mais variados setores. 


“Contamos com uma equipe de inovação para desenvolvimento de produtos e serviços, com startups aceleradas pelo Oito, hub de empreendedorismo da Oi, com o Oi Labs, showroom de co-criação com clientes, e com um robusto ecossistema de parceiros estratégicos”, afirma Adriana Viali, head da Oi Soluções.


Viali é uma executiva experiente em telecomunicações, tendo sido contratada pela Oi em maio de 2018 vinda de 13 anos na Embratel. 


A Oi já vem há alguns anos lançando ofertas de soluções de TI, muitas vezes fazendo uma espécie de “white label”, sem mencionar quem é o fornecedor por trás. No evento, a operadora mencionou parcerias com Microsoft, NEC, Cisco, Nava, Fortinet, Huawei, Globalweb.


No próprio evento, a companhia lançou mais uma: o Gestão Digital 360º, composto por quatro módulos de gestão: conectividade, segurança, TI e negócios, gerenciando ativos fornecidos pela própria Oi ou por outros provedores do mercado.


A estratégia da Oi parece ser o novo posicionamento das operadoras de telecomunicações em geral.


Foram-se os tempos nos quais esse tipo de empresa tentava competir de igual para igual com os players tradicionais de TI, investindo inclusive em infraestrutura própria na nuvem, como era comum há 10 anos atrás.


Em abril, a própria Oi anunciou que estava adotando a  solução de nuvem privada da Oracle dentro dos seus data centers, em um contrato de cinco anos que foi descrito pelas duas empresas como um “acordo inédito no mundo”.


Em nota, a Oracle informou que a Oi irá consolidar centenas de bancos de dados em uma cloud privada Oracle, hospedada nos datacenters próprios da operadora.


Meses depois, em outubro, a Oi divulgou que iria vender pelo menos uma dezena de data centers no Brasil, como parte de uma estratégia mais ampla de se livrar de “ativos não estratégicos”.


Todas as operadoras brasileiras entraram no mercado de nuvem ao redor de 2012 e vem brigando para conquistar um espaço desde então. Muitas parecem ter se convencido que é hora de promover uma mudança de rumo.


Os data centers da Telefônica no Brasil, assim como outras estruturas do tipo pelo mundo, estão à venda, em um negócio avaliado em US$ 600 milhões que está sendo disputado por Brookfield, Digital Realty e Equinix.


A Telefônica tem 25 data centers em nove países, sendo oito deles na Espanha e três no Brasil. 


Um dos data centers brasileiros, inaugurado em 2012 em Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, deve ser uma das jóias da coroa (os outros dois data centers brasileiros provavelmente são estruturas antigas).


Assim como a Oi, a venda de data centers não significa que a Telefônica tenha desistido de ser um player de TI.


Na semana passada, a empresa anunciou a criação Telefónica Tech, também focada na oferta de computação nuvem, Internet das Coisas, segurança e Big Data.


Publicado em: baguete.com.br


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