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O novo dono do Eataly no Brasil



A SouthRock acaba de adquirir a operação brasileira do Eataly. O fundo driblou a Panza&Co, a outra interessada que chegou a consultar o Cade em fevereiro sobre a transação. Com a aquisição, de montante não revelado, Eataly USA e a holding Hortus — que controla ainda o St. Marche e o Empório Santa Maria — deixam de ter participação no negócio brasileiro. “Nosso plano de crescimento e expansão para o Brasil são os principais motivos que nos levaram a buscar um novo parceiro estratégico”, disse Nicola Farinetti, CEO global do Eataly, ao Pipeline. “Após o sucesso da construção e consolidação da marca nos últimos sete anos, pretendemos alcançar outros mercados em novas cidades no país. Ter a SouthRock como parceira local nos ajudará a alavancar a operação, com sua experiência comprovada em gestão de imóveis comerciais, marketing, tecnologia e excelência operacional.” O Eataly se junta a marcas como Starbucks, TGI Fridays, Subway e Brasil Airport Restaurants (B.A.R.) no portfólio de licenciadas que a SouthRock opera no país. O fundo passa a deter a exclusividade na operação e desenvolvimento da marca italiana em território brasileiro. Desde a chegada ao país, em 2015, o Eataly inaugurou apenas a unidade de São Paulo — semanalmente, o espaço recebe cerca de 20 mil visitantes. “Nosso plano é aumentar a presença da marca no mercado e continuar buscando novas praças para expandir nossos serviços e experiências gastronômicas", diz Kenneth Pope, CEO SouthRock. "A escolha da administração em dar continuidade ao projeto de expansão vem da confiança na força da marca no país. É um acordo estratégico para o Eataly no Brasil e visa aprofundar a estratégia de crescimento internacional mais ampla da empresa.” O Pipeline apurou que a conversa com a Panza&Co, companhia que tem no portfólio a operação do Café Suplicy e a hamburgueria The Fifties, esbarrou nas garantias financeiras. O Eataly não comentou especificamente sobre isso. “A busca por um novo sócio/investidor operacional para a Eataly incluiu diversas empresas potenciais que chegaram em várias etapas do processo. Apenas um deles chegou ao fim”, resumiu Farinetti sobre o negócio, que não foi adiante. A partir de agora, o executivo Luis Felipe Campos assume como novo diretor geral da Eataly no Brasil. Formado pela Les Roches na Suíça, Campos tem mais de 20 anos de experiência em companhias de hotelaria e alimentos e bebidas, como Spoleto e a indiana Oyo Hotels, que pertence ao Softbank. É também o fundador e CEO da Chef Express. Como toda a indústria de alimentação e serviços, o Eataly sentiu o baque da loja fechada na pandemia, mas conseguiu reagir com delivery e venda de vinhos, impulsionados por lives e reforço de conteúdo em redes sociais. A escalada inflacionária no pós-pandemia não assusta Farinetti. "O Brasil é sempre um mercado excitante para estar, independentemente dos ciclos macroeconômicos e do setor. Apesar da pressão macro global no curto prazo, nossos consumidores continuam a frequentar o Eataly pela consistência de valor que entregamos", diz o italiano. "Inflação é uma realidade com a qual o mercado brasileiro sempre conviveu enquanto o resto do mundo está se adaptando a ela. Como fazemos a importação direta de boa parte dos produtos, temos a habilidade de pesar as variações cambiais e absorver os efeitos de curto prazo da inflação, se necessário, para minimizar o impacto para os clientes."



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