top of page

Na maior rodada do ano, QI Tech atrai General Atlantic e capta R$ 1 bilhão


A QI Tech, empresa de tecnologia para serviços financeiros que tem clientes como Vivo e 99, acaba de captar R$ 1 bilhão (US$ 200 milhões) em uma rodada série B. A maior parte do dinheiro está sendo aportado pelo fundo americano General Atlantic, que entra como novo investidor. O restante vem da Across Capital, gestora brasileira que já era acionista e está dobrando o investimento inicial.


Trata-se do maior montante levantado por uma startup no Brasil neste ano, segundo a Distrito. Números superiores a esse surgiram pela última vez no ano passado, quando Neon e Creditas captaram US$ 300 milhões e US$ 260 milhões, respectivamente. Ainda num período de restrição global de liquidez para startups, a transação confirma a tendência de que os fundos estão priorizando negócios que já se provaram rentáveis. A QI Tech atingiu o breakeven em seu primeiro ano de operação, em 2018.


A empresa não revela o valuation, mas é possível concluir que houve valorização desde a rodada série A. Isso porque, embora o aporte da General Atlantic seja o maior já recebido pela QI Tech, o investidor externo com maior participação ainda é o fundo soberano de Cingapura GIC, que liderou a captação anterior, no total de R$ 270 milhões.

A rodada da QI Tech, assessorada pelo J.P. Morgan e por Vinci Partners, foi feita em modelo pro-rata, no qual todos os sócios são diluídos de maneira proporcional. Os fundadores Pedro Mac Dowell (CEO), Marcelo Bentivoglio (CFO) e Marcelo Buosi (COO) seguem no controle e não houve nenhuma saída do cap table.


Segundo Bentivoglio, foi a General Atlantic quem fez o primeiro contato e o perfil de investidor de longo prazo do fundo agradou aos fundadores. "Eles estão entre os primeiros investidores da XP e já demonstraram capacidade de suportar o crescimento das companhias investidas", diz o CFO. A companhia cogita seguir para a bolsa, mas num momento mais favorável para listagens. "Queremos ter a companhia pronta para uma próxima janela de oportunidade, talvez daqui a dois ou três anos", avalia.


Com o capital desta rodada, a companhia quer dar sequência à agenda de aquisições, iniciada após a primeira rodada, em dezembro de 2021. Desde então, a QI Tech desembolsou cerca de um terço da série A, para comprar a Zaig, de tecnologias ligadas ao conhecimento do cliente em serviços financeiros. Depois, adquiriu a Builders Bank, que desenvolve aplicativos para o segmento. As aquisições ajudam a diversificar as soluções e a companhia está de olho em negócios ligados ao open finance e inteligência artificial.


A companhia também quer aproveitar o reforço ao caixa para investir na expansão das suas quatro unidades de negócio: lending as a service, banking as a service, conhecimento do cliente e uma corretora para trabalhar com FIDCs. A QI Tech quer ser percebida pela clientela, formada hoje por 300 clientes corporativos, como uma one-stop-shop de tecnologia para serviços financeiros.


A startup deve terminar o ano com cerca de R$ 10 bilhões em novos créditos gerados e tem atualmente uma equipe de cerca de 120 pessoas. Considerando somente o ritmo de expansão orgânica, o time deve ir a 200 pessoas no fim do ano que vem. "Já nas aquisições, vamos buscar times que cheguem para deslanchar e que crescerão mais rápido porque estarão juntos conosco", diz o CFO.



10 visualizações0 comentário
bottom of page