Indefinição no Cade trava 42 fusões e aquisições de empresas no país



Mais de 40 operações de fusões e aquisições estão congeladas no Brasil por causa de um impasse na nomeação dos novos conselheiros do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Transações que envolvem grandes multinacionais, como Ambev, Claro e GE, aguardam a renovação dos nomes, que depende de sabatina e aprovação pelo Senado. O tema, porém, não foi colocado na pauta até agora pelo presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP).


Além dos 42 negócios que estavam travados até sexta-feira (12), novas transações podem ser encaminhadas ao conselho diariamente. E não há previsão de que a situação se resolva antes da primeira semana de agosto, após o recesso parlamentar.


Entre as aquisições congeladas, 11 já foram autorizadas, caso da venda de um medicamento da Pfizer para a farmacêutica sul-africana Aspen Pharma. Mas como é preciso esperar um prazo regimental de 15 dias após a aprovação, tudo o que aconteceu a partir de 2 de julho está suspenso.


Enquanto a indefinição persiste, empresas tentam costurar uma alternativa. O Ibrac (Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência) se reuniu com integrantes do Cade na quinta (11) e argumentou que, com base no regimento interno, atos aprovados sem restrições pela superintendência-geral não deveriam ser suspensos. Também entregou uma carta ao Senado pedindo urgência.


Empresários afirmam que além de interferir no planejamento das companhias, o entrave no Cade pode até afetar a recuperação econômica. Encaminhada a reforma da Previdência, há expectativa de que os investimentos no país finalmente apareçam, muitos deles via aquisições. A falta de quórum pode atrasar a injeção de capital.


Publicado em: Jornal o Noroeste

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