Hapvida mapeia aquisição de outras operadoras de saúde após IPO



A abertura de capital na B3, Bolsa de Valores de São Paulo, em abril do ano passado, permitiu que o Hapvida estendesse o rol de investimentos e possibilidades de expansão da empresa.


Em inauguração de mais uma unidade de pronto atendimento da rede em Fortaleza, o diretor financeiro do Hapvida, Bruno Cals, revela que já foram adquiridas as carteiras de clientes das operadoras Free Life e Uniplam e que outras oportunidades de aquisição estão sendo prospectadas.


"Nós estamos destinando uma parte do retorno do IPO nesse tipo de expansão, comprando outras empresas. A outra parcela está sendo investida em manutenção e aprimoramento dos hospitais e clínicas, abertura de novas unidades, entre outras", detalha Bruno.


Somente em 2018, a rede aplicou cerca de R$ 200 milhões em todo o País. Para este ano, o valor deve ser pelo menos o mesmo, de acordo com o diretor financeiro da marca. "Esse valor inclui a expansão do número de leitos, investimento em tecnologia da informação, bem como os gastos rotineiros".


No caso do Ceará, o Hapvida ainda não tem previsão de novas unidades da rede ainda este ano, fora o pronto atendimento recém-entregue. "Nós estamos inaugurando mais este equipamento. Também recentemente tivemos a reforma de ampliação do Hospital Antônio Prudente e no fim de 2017 entregamos o Hospital e Maternidade Eugênia Pinheiro", destaca.


Telemedicina

Assunto que gera grande polêmica, o Hapvida é um dos pioneiros no uso de diagnóstico por telemedicina, ou seja, consultas por videoconferência. "Nós fazemos tudo de acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina, de forma que tem o médico presencial e o médico a distância. Isso facilita na consulta aos profissionais especializados, que normalmente ficam concentrados em cidades como São Paulo", esclarece Bruno.


Panorama

Em dezembro do ano passado, o Hapvida já tinha mais de 536 mil beneficiários apenas no Ceará, volume que representa um aumento de 2,4% em relação a novembro, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em todo o País, são mais de 4 milhões de clientes. Destes, 73% são relativos a planos coletivos e os 27% restantes, de individuais. A participação dos individuais está acima da média nacional, que é de 15% do total.


Entre janeiro e setembro de 2018, a empresa acumulou uma receita referente ao pagamento de mensalidades no valor de R$ 3,4 bilhões - montante 20% maior que em igual período do ano anterior.


O Hapvida, hoje, conta com cerca de 21 mil colaboradores diretos, que atendem em 26 hospitais, 76 clínicas médicas, 20 prontos atendimentos e 84 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial distribuídos em 11 estados.


Os novos investimentos do Hapvida são realizados com o retorno da venda de ações. O restante arrecadado é destinado ao aprimoramento de equipamentos já existentes, bem como a entrega de novos


Publicado em: Diario do Nordeste

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