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Ex-Chefão da Cisco cria concorrente da Cisco



John Chambers está de volta ao mercado de redes, com uma startup que concorre parcialmente com a Cisco, uma empresa que ele liderou por 20 anos e ajudou a transformar em um dos pilares do setor de tecnologia. A nova Nile, anunciada em um post no Linkedin, foca no campo de gerenciamento de redes, apostando em uma abordagem automatizada. O CEO será Pankaj Patel, outro veterano da Cisco, onde chegou a ser responsável na área de desenvolvimento de produtos. “A Nile vai liderar uma transição no mercado de redes com a maior mudança na indústria em uma década”, disparou Chambers no Linkedin. De acordo com o executivo, que deixou a Cisco em 2017, a indústria “vive de vender add-ons e novas funcionalidades”, enquanto a Nile “redefiniu do zero” como se faz a gestão de redes, da compra até o suporte. A promessa é entregar uma rede “zero trust” pronta, sem necessidade de operações de rede. O chamado Zero Trust é um modelo de segurança de rede baseado no princípio que nenhuma pessoa ou dispositivo deve receber acesso para se conectar a sistemas ou serviços de TI até que seja autenticado e verificado continuamente. A promessa da Nile é fazer isso automaticamente para cada usuário e equipamento cobrando por uso. É uma grande promessa, e o post de Chambers não chega a dar maiores detalhes técnicos sobre o assunto. Quem quiser comprar a novidade no Brasil deve ter que esperar um pouco. A promessa é começar as vendas nos Estados Unidos com 50 revendas nos próximos meses. A Nile começa com 170 funcionários e US$ 125 milhões de capital vindo de fundos, o que é pouca coisa comparado aos números de concorrentes como a Cisco, a Huawei, ou mesmo players mais de nicho como a Arista, pioneira na aposta por redes definidas por software (SDN, na sigla em inglês) do qual a Nile é uma consequência. De todas formas, pelas contas de Chambers, existe uma oportunidade não explorada no mercado de redes, no qual para cada dólar gasto em equipamento por ano, outros três seriam gastos na operação das redes. “Isso não é sustentável e os competidores atuais preferem proteger seus modelos de negócio, bases instaladas e modelos de negócios do que refazer completamente suas plataformas”, fulmina Chambers, que deve saber do que está falando.


Publicado em: baguete.com.br

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