DNA cria fundo de R$ 300 milhões para comprar e expandir MemedEste

Gestora assume controle da startup de prescrições médicas digitais e prepara lançamento de marketplace

A DNA Capital, gestora especializada no setor de saúde, acaba de levantar um fundo de R$ 300 milhões para a compra da Memed, healthtech que desenvolveu um sistema digital de prescrições médicas. A compra das ações pela DNA dá saída a investidores como Redpoint, Monashees e Qualcomm Ventures. Parte do capital do fundo paga a aquisição e parte será utilizado na expansão da startup. Quatro institucionais coinvestiram com a DNA na healthtech, mas dependem da aprovação do Cade - razão do sigilo dos nomes. Os irmãos Ricardo, René e Rafael Moraes e o primo Marcel Ribeiro, fundadores da Memed, deixam o dia a dia da operação e passam a integrar o comitê executivo. Joel Rennó Jr., que liderou a estratégia de M&A na OLX e foi CFO do Hotel Urbano, assume a cadeira de CEO da startup. "A proposta desenhada pela DNA dará perenidade ao negócio”, disse Ricardo, que comandava a empresa. "A Memed recebeu ofertas de aquisição não solicitada no ano passado e alguns investidores avisaram que topariam sair. Como vemos que ainda há uma trajetória de crescimento para ser feita, decidimos ficar com 100% do capital", disse Luiz Henrique Noronha, o sócio da DNA responsável por venture capital. A DNA, que já levantou R$ 6 bilhões em sete fundos e conta com 25 empresas de saúde no portfólio, jpa era acionista minoritária da companhia. Em 2019, tornou-se sócia ao liderar a rodada série B. Com os recursos da tranche primária, a Memed vai lançar um marketplace para começar a monetizar o negócio. Atualmente, a startup oferece apenas um serviço gratuito. Os médicos emitem uma receita digital que é enviada diretamente ao celular do paciente por um link, em que é possível encontrar as farmácias e laboratórios mais próximos e comprar ou agendar os exames. O marketplace atuará na parte final da jornada do usuário. Ao invés de levar o paciente para links externos, tudo passa a ser feito dentro da plataforma. Se um médico receitou um remédio para dor de cabeça, o paciente pode escolher o produto no local mais barato e efetuar a compra ali mesmo. O modelo deve ser implementado nos próximos meses, começando com medicamentos. A escala da Memed é um indicativo do potencial do marketplace. As prescrições crescem 15% ao mês e já ultrapassaram 2,5 milhões. Com 120 mil médicos cadastrados e mais de 250 empresas parceiras — como SulAmérica, Prevent Sênior, Conexa e Doctoralia —, a plataforma conecta as receitas médicas digitais a alguns milhares de farmácias no país. A pandemia, como não poderia deixar de ser, impulsionou o modelo. Até março do ano passado, nenhum estabelecimento aceitava ainda as prescrições da Memed. Mas apenas três meses depois, a startup bateu 30 mil estabelecimentos. Ao todo, foram 13 milhões de prontuários no ano passado. Neste ano, o número já passa de 10 milhões e a previsão é chegar próximo dos 30 milhões.


Publicado em: pipelinevalor.globo.com

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