Como a Locaweb gastou na casa do bilhão em plena pandemia



Em um ritmo alucinante de praticamente um anúncio por mês no último ano, a Locaweb empilhou uma aquisição atrás da outra. Foram 13 aquisições entre setembro de 2020 e outubro de 2021, a um custo de 1,2 bilhão de reais. A última delas foi a da Squid, uma plataforma de influenciadores digitais. A estratégia da Locaweb é montar um grande ecossistema de empresas para oferecer aos seus clientes o maior número de soluções possíveis no campo da internet. A empresa, que oferece hospedagens de sites, e-mails, gestão de redes sociais, soluções em pagamentos e marketplaces, se beneficiou da pandemia, quando as empresas precisaram se digitalizar para evitar a falência. “Ninguém traça tendência. Quem fala que traça tendência é um mentiroso, mas posso garantir ao meu cliente que vou atrás do que há de mais moderno no mercado para ajudá-lo nas operações. Depois da 13° aquisição, vem a 14°, a 15°, a 16° e assim por diante”, diz Fernando Cirne, CEO da Locaweb. O executivo conta que mesmo depois de tudo o que gastou, ainda possui cerca de um bilhão de reais líquido em caixa para novos negócios, fruto de um follow-on realizado no início do ano. O desafio, agora, é manter a curva de crescimento mesmo diante da reabertura física da economia e da escalada de juros no país, que tende a pressionar as empresas de tecnologia. No último mês, as ações da empresa caíram quase 10%. “Claro que a bolsa fica mais volátil e as ações de tecnologia sofrem um pouco, mas o resultado da empresa não será afetado. A digitalização é a solução em um momento de dificuldade”, avalia Cirne. O número de clientes da empresa subiu mais de 50% em 2021, totalizando cerca de 600 mil negócios que apostam na digitalização como uma forma de ganhar mais dinheiro.


Publicado em: veja.abril.com.br


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