Com estratégia de aquisições reformulada, Sinqia pode triplicar de tamanho nos próximos anos


Depois de ter rebaixado no início de 2020 a recomendação da Sinqia (SQIA3) para neutra, o BTG Pactual (BPAC11) revisitou a tese de investimento da companhia e decidiu voltar com a indicação de compra para o papel.


A atualização do rating reflete as últimas aquisições da empresa (Itaú Soluções Previdenciárias e Fromtis), bem como as novas perspectivas de crescimento orgânico que os analistas possuem para o nome.


A Sinqia reformulou sua estratégia de M&As (fusões e aquisições), algo que o BTG recebeu bem. O foco da companhia deixou de estar exclusivamente em “comprar participação de mercado a múltiplos baixos” e passou a englobar aquisições de “empresas mais novas com um forte perfil de crescimento”.

“Recebemos bem a nova mentalidade M&A; vemos como uma nova e interessante opcionalidade”, comentaram os analistas Carlos Sequeira e Osni Carfi, em relatório divulgado nesta sexta-feira. Na avaliação do BTG, o novo pipeline deve ajudar a Sinqia a aumentar sua exposição a bancos digitais e fintechs.


Valuation atraente

O BTG vê a ação da Sinqia sendo negociada a um valuation relativamente razoável quando comparada aos players globais de software focados no setor financeiro vertical. O banco, que sugeriu o preço-alvo de R$ 28 para o ativo, destacou que a companhia deve crescer mais do que seus pares nos próximos anos via expansão inorgânica.


“Sendo bem menor do que qualquer um dos pares globais, é muito mais fácil para a Sinqia realizar aquisições que vão dobrar ou triplicar seu tamanho em poucos anos”, afirmaram Sequeira e Carfi.


O BTG acredita que a Sinqia pode terminar 2021 com receita líquida de R$ 294 milhões, 3,5 vezes mais do que os R$ 85 milhões de 2016.


“Se as aquisições chegarem, a Sinqia pode mais do que dobrar novamente em três/quatro anos”, acrescentaram os analistas.


Publicado em: www.moneytimes.com.br

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