Bancos de investimento enfrentam crise e demissões em massa



Os bancos de investimento estão demitindo milhares de funcionários devido à queda nas taxas de juros, baixo volume de negociações e a crescente informatização do setor.


A partir de abril, os bancos HSBC, Barclays, Société Générale, Citigroup e Deutsche Bank anunciaram a suspensão temporária do contratos de trabalho de cerca de 30 mil funcionários. O Deutsche Bank foi responsável por mais da metade dos cortes.


De acordo com o Departamento de Trabalho de Nova York, os postos de trabalho de operadores do mercado de commodities e de valores mobiliários caíram 2% em junho, o equivalente à demissão de 2.800 pessoas.


Os investidores estão pressionando os bancos a cortar custos e proteger lucros. Com a queda na taxa de juros dos EUA, o índice KBW Nasdaq Financial caiu 5%, o S& P 500 teve um aumento de 6% e o índice Euro Stoxx 50 caiu 16% a partir de novembro.

“É difícil aumentar a receita em um cenário de taxas de juros zero ou negativas”, disse Andrew Lowe, analista do banco de investimento Berenberg.


Sistemas informatizados de negociação de ativos financeiros, estratégias de investimento passivo e fusões bancárias reduziram o lucro da negociação de ações nas bolsas de valores e no mercado futuro.


Em 2018, segundo dados da empresa de pesquisa Coalition, a receita dos 12 principais bancos de investimento obtida com as transações de compra e venda de títulos de renda fixa, commodities e divisas atingiu o mesmo patamar de 2006.


“Os bancos de investimento estão enfrentando uma mudança estrutural em seu perfil de receita. Os bancos com sistemas de informação mais sofisticados de atendimento aos clientes e gerenciamento de operações financeiras estão mais bem preparados para reduzir custos com corte de funcionários”, disse Ed Firth, do banco Keefe, Bruyette & Woods.


Até agora, as demissões equivalem a cerca de 6% do total dos funcionários dos principais bancos de investimento do mundo. No início de agosto, o Barclays demitiu 3 mil funcionários, o correspondente a 4% do total de seus quadro de funcionários.


Logo depois, o HSBC anunciou que, em razão de “um ambiente global cada vez mais complexo e desafiador”, um reflexo da queda da taxa de juros nos EUA, guerras comerciais e incerteza em relação ao Brexit, iria demitir cerca de 5 mil funcionários com funções sênior.


Na França, o Societé Générale anunciou o corte de 1.600 funcionários e os planos de reduzir € 500 milhões em custos.


Em julho, o Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha, deu início a uma reforma radical em sua estrutura administrativa e demitiu 18 mil funcionários. Os maiores cortes incidiram nas áreas de fundos de private equity e nas mesas de operações financeiras.

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