Itaú e Bradesco elevam projeções para o PIB



O Estadão destaca que os dois maiores bancos privados brasileiros, Itaú Unibanco e Bradesco, revisaram ontem, para cima, suas projeções para a economia brasileira no ano que vem. O Itaú, que previa um crescimento de 2% do produto interno bruto (PIB) em 2019, projeta agora um avanço de 2,5%. Já o Bradesco elevou sua projeção em 0,3 ponto porcentual: de 2,5% para 2,8%.

A avaliação dos bancos é que a economia vem dando sinais de reação que podem levar a um desempenho melhor no ano que vem. Segundo o Bradesco, houve, por exemplo, surpresas com os dados de atividade de curto prazo, indicando um crescimento do PIB no terceiro trimestre mais próximo de 0,5% – a projeção anterior do banco era de 0,3%. Além disso, cita a queda do risco País (uma espécie de nota que avalia a dificuldade de um país de pagar sua dívida) e a valorização do câmbio.

Dentre os indicadores, o banco menciona os resultados favoráveis das vendas do varejo, o volume de serviços, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em agosto, assim como a geração de vagas formais. Para o banco, a economia brasileira encontra-se em uma posição cíclica favorável à retomada do crescimento, citando como exemplo a inflação e os juros em níveis baixos, a redução do endividamento das empresas e das famílias, o déficit externo reduzido e a grande ociosidade no mercado de trabalho e na indústria.

O banco faz, porém, a ponderação de que o País possui grandes desafios pela frente, sendo o principal deles o reequilíbrio das contas públicas. “É possível dizer que, se a agenda de reformas econômicas relevantes para o País avançar – notadamente a agenda fiscal e a do crescimento – é provável que a melhora de condições financeiras que se observou nos últimos meses, com queda de juros, apreciação do câmbio, recuo do risco País e alta na Bolsa, se traduza em maior crescimento”, disse o banco, em nota.

A mesma avaliação é feita pelo Itaú. O banco acredita que o País apresenta hoje melhores condições para o crescimento econômico. Mas ressalta que ainda há empecilhos pela frente. Em relatório, o banco diz que a manutenção de um cenário de condições financeiras mais favoráveis requer avanço nas reformas. “Em outras palavras, a economia só será capaz de manter um ritmo mais elevado de crescimento caso as reformas fiscais, em particular a da Previdência, sejam aprovadas. Caso haja frustração com relação a esse ponto, a percepção de insustentabilidade fiscal teria impacto imediato sobre o preço dos ativos, o que poderia colocar em risco a recuperação da atividade.”

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