Banco Neon quebrou. O que acontece se você é correntista?



São Paulo — Os clientes do Banco Neon foram surpreendidos nesta sexta-feira (4) com a notícia de que o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da companhia. O que acontece agora com os correntistas da instituição?

As irregularidades encontradas no Banco Neon não estão relacionadas com a abertura e movimentação de conta digital ou com a emissão de cartões pré-pagos. Isso porque essas operações eram responsabilidade de outra empresa, a Neon Pagamentos S.A., criada para estruturação de plataforma de banco digital integrada com a gestão de contas de pagamento, e que não foi objeto da liquidação extrajudicial.

Mas isso não significa que os correntistas não serão afetados. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Banco Neon informou que os valores que já estavam depositados nas contas dos clientes poderão ser sacados em caixas eletrônicos da Rede 24 horas, respeitando o limite diário de 2 mil reais. É importante lembrar que apenas um saque por mês é gratuito. A partir do segundo saque, é cobrada uma taxa de 6,90 reais por operação.

Os valores que sobrarem nas contas serão levantados pelo liquidante, um responsável de confiança indicado pelo Banco Central, para a devida restituição entre 7 e 10 dias, respeitando o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de 250 mil reais por CPF. Os clientes serão orientados pelo Neon nos próximos dias sobre como deverão solicitar a restituição dos valores.

As transferências de valores entre contas do Neon e de contas do Neon para outros bancos estão bloqueadas temporariamente. A assessoria do Neon confirmou que, por esse motivo, o aplicativo do banco estava fora do ar. No site da instituição aparece apenas o comunicado do Banco Central sobre a liquidação extrajudicial.

Quem possui valores depositados em uma conta do Neon também pode continuar utilizando o cartão de débito pré-pago normalmente, até o limite do saldo na conta. Mas o uso do cartão de crédito do banco está temporariamente bloqueado, assim como o pagamento de boletos, o resgate de CDBs (Certificado de Depósito Bancário) e a recarga de celulares. Quem ainda tem fatura do cartão de crédito a vencer, deve efetuar o pagamento das parcelas normalmente.

Sobre os CDBs, o BC afirmou em nota que, “tomando como base o valor limite das garantias por aplicador (250 mil reais), o Banco Central estima que 38% do valor global aplicado pelos depositantes da instituição serão cobertos pelo FGC. Já com relação ao DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial), 100% do valor captado será coberto pelo Fundo. Os detentores de créditos superiores aos protegidos pelo FGC deverão se habilitar no quadro de credores da massa, de acordo com procedimentos e prazos a serem divulgados pelo liquidante oportunamente”.

A Neon Pagamentos enfatizou em nota “que é uma pessoa jurídica distinta do Banco Neon, com bases acionárias e administradores independentes. Portanto, o anúncio não interfere na administração da Neon Pagamentos, que inclusive recebeu aporte recente de fundos de venture capital”. Ela disse ainda que “já toma providências para contar com novo banco liquidante para regularizar a prestação de seus serviços e reforça o compromisso de manter clientes e mercado informados”.

Também em nota, o FGC afirmou que o prazo para restituição dos correntistas dependerá do liquidante indicado pelo Banco Central. “Tão logo tenhamos a identificação dos investidores, a ser fornecida pelo liquidante, disponibilizaremos instruções para que seja realizado o pagamento da garantia aos credores por este Fundo Garantidor de Créditos”.

Leia em: https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economia-e-negocios/banco-neon-quebrou-o-que-acontece-se-você-é-correntista/ar-AAwKDHY?ocid=spartandhp

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