Brasil Pharma pede recuperação judicial



A Brasil Pharma, uma das maiores redes farmacêuticas do país, entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (10).

A empresa é dona das drogarias Farmais, Farmácia Sant’Ana, Rosário e Big Ben, tem 288 lojas próprias e 430 franquias nos estados da Bahia, Pará e Pernambuco e emprega mais de 4,5 mil pessoas.

O pedido será analisado pelo juízo da vara de falências de São Paulo.

A companhia acumula prejuízo de R$ 1,5 bilhão e tem mais de 15 mil credores.

O grupo já estava em crise e passou recentemente por um processo de reorganização societária, mas não obteve êxito em suas ações e precisou entrar em recuperação judicial.

A BR Pharma pertencia ao BTG Pactual, que fez uma limpeza do seu portfólio de investimento e vendeu o controle da companhia ao empresário Paulo Remy, sócio da construtora WTorre, por um valor simbólico de R$ 1.

Com isso, o BTG se tornou um dos principais credores da BR Pharma. Segundo noticiou o jornal Valor Econômico, Remy vinha pedindo para os credores, em especial o BTG, aportar novos recursos na companhia para capital de giro (dinheiro usado no dia a dia da empresa), pois sem esse aporte a empresa não conseguiria sobreviver e precisaria entrar em recuperação judicial.

Os aportes não vieram e a BR Pharma entrou com o pedido nesta quarta-feira (10).

No documento, a empresa afirma que a crise que afetou o Brasil nos últimos anos atingiu – e de forma impactante – o grupo, com declínio no volume de vendas.

A empresa também diz que o controle de preços sobre a maioria dos produtos comercializados limitou suas margens de lucros e que os investimentos feitos para adquirir e integrar novas redes de farmácias aumentaram a dívida da empresa.

O grupo foi criado em 2009 e fez a aquisição de, pelo menos, seis farmácias regionais. A empresa acumula prejuízo de R$ 1,52 bilhão até novembro de 2017 e tem dívidas com mais de 15 mil credores.

O seu principal credor individual é o BTG, que tem R$ 984,3 milhões a receber.

O Banco IBM tem R$ 22,2 milhões a receber. Entre os outros credores estão indústrias farmacêuticas, fornecedores em geral, bancos, empresas públicas e funcionários.

A empresa é, segundo o último ranking da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o sexto maior grupo farmacêutico do país.

Publicado em: Gazeta do Povo

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