Bancos veem oportunidade em fusões e aquisições



São Paulo – Os bancos e instituições financeiras devem se aproveitar cada vez mais do cenário mais favorável para fusões e aquisições (F&A) e elevarem suas receitas com estruturação e assessoria financeira nas operações ao longo de 2017. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), esse tipo de operação teve, em 2016, seu segundo melhor resultado dos últimos cinco anos.

No ano passado, o montante financeiro movimentado pelas operações de fusões e aquisições no Brasil chegou a R$ 179,2 bilhões, ante R$ 109,5 bilhões em 2015, o que representou um crescimento de 63,7%. Em relação ao número de operações realizadas, a evolução chegou a 24,3%, passando de 111 em 2015 para 138 no ano passado.

As dez maiores operações realizadas em 2016 teve um volume financeiro quase 42% superior ao registrado um ano antes, passando de R$ 59,8 bilhões para R$ 84,7 bilhões. A maior operação foi a compra da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) pela Brookfield. A NTS que era da Petrobras foi negociada por R$ 16,7 bilhões. A segunda maior foi a fusão entre BM&FBovespa e Cetip, com volume financeiro movimentado de R$ 11,9 bilhões.

“A partir de 2016 existe um otimismo para o mercado de fusões e aquisições. Os indicadores são positivos e se materializando as expectativas econômicas, com as reformas, podemos ter um cenário tão bom em 2017 quanto foi em 2016”, explicou Dimas Megna, coordenador do Subcomitê de Fusões e Aquisições da Anbima.

Por volume financeiro transacionado, o Bradesco BBI liderou a lista de operações de fusões e aquisições no ano passado, com montante de R$ 70,254 bilhões, segundo dados da Anbima. Em seguida aparece o Itaú BBA, com volume de R$ 53,884 bilhões.

Crédit Agricole aparece logo atrás, com volume financeiro de R$ 42,393 bilhões, seguido por BofA Merrill Lynch, com R$ 40,041 bilhões e JP Morgan, com operações que movimentaram R$ 30,651 bilhões. Por número de operações, a liderança ficou com o Itaú BBA, com 29 fusões ou aquisições, seguido pelo Bradesco BBI, com 27, BR Partners e Santander, com 12 e BTG Pactual, com 11.

Segundo uma fonte de uma instituição financeira que prefere não ter o nome revelado, o ano de 2017 será ainda melhor para o mercado de fusões e aquisições e, consequentemente, para os bancos que estruturam e assessoram esse tipo de operação. “A crise financeira trouxe grandes oportunidades.

Existem ativos com preços mais justos. No momento de euforia do mercado as empresas acabam sobrevalorizando seus ativos e isso dificulta a conclusão de uma operação. A crise sempre traz oportunidades”, explicou.

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